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"O CLUBE" |
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Quando o público entra na sala vê quatro pessoas seminuas, sentadas e imóveis. Uma frase está projetada em um telão: "Morrer é mudar de corpo como os artistas mudam de roupa." Plotino A luz se faz e traz vida a quatro estrelas de um cabaret que apresentam um sarau tragicômico. Em um ambiente fragmentado, entre o onírico e o alucinante, entre roupas, molduras e candelabros, um quarteto reúne-se semanalmente para discutir a morte. É o "Clube Mortuário Unidos pela Divina Providência". A fundadora é uma atriz em busca de um sentido para sua vida. O mediador das reuniões é um advogado bem sucedido. O terceiro sócio é um homem pálido, que parece nunca dormir. "A Falecida" é uma dona-de-casa que esteve clinicamente morta por um minuto, e vive para dar entrevistas sobre sua experiência de pós-morte. Nos encontros periódicos destes quatro, tudo acontece. Eles citam frases de filósofos, escritores, artistas, para que juntos possam chegar a alguma conclusão sobre a morte. Ouvem e dançam músicas que cantam o fim da vida. Na maioria, sambas antigos. Fazem improvisações e criam estórias para entender e enfrentar o maior de todos os medos: o da morte. Acontecimentos funestos e risíveis se sucedem, revelando ações aparentemente cotidianas, porém estranhas, extravagantes, algumas fantásticas, outras até sobrenaturais. Otto Lara Resende escreveu: "A morte é o clube mais aberto do mundo." O QUARTETO conclui: "Todos já nascemos sócios deste clube." |
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